quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Dolinas


Conhecidas em inglês como sinkholes, as dolinas são um evento natural, consideravelmente, assustador. 

Com o passar do tempo, fluxos subterrâneos de água causam erosão no solo abaixo da superfície até que a terra acima ceda e desmorone para as profundezas, algumas vezes de forma bastante abrupta.

Muitas vezes, esse fenômeno acontece de forma natural, mas existem ocorrências causadas pela interferência humana, seja ao deslocar fluxos de água ou pela ação de tubulação rompida.

Dolinas urbanas de grande profundidade já se formaram mundo afora, consumindo partes de quadras, calçadas ou até mesmo prédios inteiros.

Enfim, não se está seguro nem dentro de uma casa forte, um dia ela simplesmente desmorona do nada.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A Lenda da Sapucaia-Roca


Sapucaia-Roca é uma povoação à margem do Rio Madeira.

Pouco abaixo do lugar em que se acha assentada, referem os índios que existiu outrora uma outra povoação, muito maior do que essa, e que um dia desapareceu da superfície da terra, sepultando-o se nas profundidades do rio.

É que os muras, que então a habitavam, levavam uma vida desordenada e má, e nas festas, que em honra de Tupana celebravam, entregavam-se as danças tão lascivas e cantavam cantigas tão impuras, que faziam chorar de dor aos angaturamas, que eram os espíritos protetores, que por eles velavam.

Por vezes os velhos e inspirados pajés, sabedores dos segredos de Tupana, haviam-nos advertido de que tremendo castigo os ameaçava, se não rompessem com a prática de tão criminosas abominações.

A Lenda de Cobra Norato


No paranã do Cachoeirí, entre o Amazona e o Trombetas, nasceram Honorato e sua irmã Maria, Maria Caninana.

A mãe sentiu-se grávida quando se banhava no rio Claro. Os filhos eram gêmeos e vieram ao mundo na forma de duas serpentes escuras.

A tapuia batizou-os com os nomes cristãos de Honorato e Maria. E sacudi-os nas águas do paranã porque não podiam viver em terra.

Criaram-se livremente, revirando ao sol os dorsos negros, mergulhando nas marolas e bufando de alegria selvagem. O povo chamava-os: Cobra Norato e Maria Caninana.

Cobra Norato era forte e bom. Nunca fez mal a ninguém. Vez por outra vinha visitar a tapuia velha no tejupar do Cachoeirí. Nadava para a margem esperando a noite.

A Lenda do Barba Ruiva



Aqui está a lagoa de Paranaguá, limpa como um espelho e bonita como noiva enfeitada.

Espraia-se em quinze quilômetros por cinco de largura, mas não era, tempo antigo, assim grande, poderosa como um braço de mar. Cresceu por encanto, cobrindo mato e caminho, por causa do pecado dos homens.

Nas salinas, ponta leste do povoado de Paranaguá, vivia uma viúva com três filhas. O Rio Fundo caía numa lagoa pequena no meio da várzea.

Um dia, não se sabe como, a mais moça das filhas da viúva adoeceu e ninguém atinava com a moléstia. Ficou triste e pensativa. Estava esperando menino e o namorado morrera sem ter ocasião de levar a moça ao altar.

Chegando o tempo, descansou a moça nos matos e, querendo esconder a vergonha, deitou o filhinho num tacho de cobre e sacudiu-o dentro da lagoa.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A Lenda da Iara



Deitada sobre a branca areia do igarapé, brincando com os matupiris, que lhe passam sobre o corpo meio oculto pela corrente que se dirige para o igapó, uma linda tapuia canta à sombra dos jauaris, sacudindo os longos e negros cabelos, tão negros como seus grandes olhos.

As flores lilases do mururé formam uma grinalda sobre sua fronde que faz sobressair o sorriso provocador que ondula os lábios finos e rosados.

Canta, cantando o exílio, que os ecos repetem pela floresta, e que, quando chega a noite, ressoam nas águas dos gigante dos rios. 

Jane, a assassina - Creepypasta

Jane a assassina, Jeff o assassino, Creepypastas
 
Hoje estarei postando uma creepypasta de um leitor do Mortalha, apesar de se tratar de personagens que são bastantes famosos no meio do horror, adorei o conto, bem envolvente. Isso sem falar que (ainda) não postei nada sobre tais personagens aqui no Mortalha, enfim, apreciem o conto.

[...]  

Eu não sei dizer o que foi real e o que não foi.
Talvez tenha sido minha esquizofrenia. Talvez tenham sido os 39ºC de febre que me fizeram delirar durante aqueles 2 dias... mas o fato é que algo aconteceu.

Há tempos que não faço nada de útil na internet então aproveito meu tempo livre para ler algumas histórias pois é uma das poucas que ainda prendem minha atenção. Gosto de escrever as minhas então é sempre bom buscar ideias novas. Slender, Rake, Jeff, Masky, Eyeless Jack, entre outras... clichês à parte, são todas histórias muito boas e embora eu não sinta medo sei que muitas pessoas perdem o sono à noite após verem algumas imagens no google.

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