domingo, 24 de julho de 2016

10 desenhos de crianças que sobreviveram ao Holocausto


A Segunda Guerra Mundial é palco de inúmeras histórias de barbáries cometidas contra a humanidade, esses atos abomináveis foram cometidos tanto pelos nazistas, como pelos demais envolvidos na guerra, não importando o lado em que estavam. Mas é de consenso geral que o Holocausto promovido pelos nazistas foi o episódio mais marcante entre as histórias tenebrosas dessa maldita guerra.

Terezín, um campo de concentração instalado pelos nazistas na periferia de Praga, que era chamado de "Sala de espera do inferno", foi uma parada sem volta para mais de 150 mil judeus cujo destino final era  o temível campo de concentração de Auschwitz, 15 mil desses prisioneiros eram crianças e pré-adolescentes.

Certamente um evento trágico!


FRIEDL DICKER BRANDEIS, UMA BOA ALMA NA SALA DE ESPERA DO INFERNO.


A artista e educadora Friedl Dicker Brandeis, nascida em Viena, Áustria, dedicou o tempo que passou aprisionada em Terezín para ensinar arte como terapia para muitas das crianças presas assim como ela. Antes de ser executada, Friedl conseguiu resgatar 450 desses desenhos, que mais tarde serviram como prova em Nuremberg e que dão um testemunho indelével de toda a barbárie do Terceiro Reich.

Friedl conseguiu fazer as crianças recordarem, através dos desenhos, da vida que tinham antes de serem arrancadas de suas casas, mas elas também colocaram no papel toda a triste e horrível realidade do campo de concentração. 


A ARTE E A FANTASIA COMO FORMAS DE ESPERANÇA

Acima de tudo, com a arte, as crianças podiam transportar-se para um mundo de imaginação e fantasia, um mundo onde o bem prevalecia sobre o mal, onde as pessoas eram livres e a esperança, o caminho logo à frente. São inúmeros os desenhos representando a volta para casa, as cenas cotidianas e o desejo de liberdade. Friedl respeitava plenamente a personalidade de cada criança e deixava que elas derramassem e abrissem suas percepções sobre todas as atrocidades que viam no campo de concentração.

Quando a guerra terminou, somente cem das quinze mil crianças aprisionadas em Terezín, estavam vivas. Muitos dos desenhos tem uma excelente qualidade, levando-se em conta a idade de seus autores. Sem surpresa, algumas daquelas crianças se tornaram artistas de renome. É incrível como até mesmo na mais densa das trevas, uma pequena luz pode surgir, e alçar o espírito humano para a liberdade. Em Terezín, esse raio de esperança chamava-se Friedl Dicker Brandeis!

Confira os desenhos feito pelos jovens sob os auspicios de Brandeis: 

Código Morse é descoberto por astrônomos em Marte


A NASA descobriu, nas dunas de Marte, uma série de pontos e traços que se parecem com uma mensagem em código Morse. Apesar de não ser a primeira vez que a agência espacial se depara com o enigma, esta é a primeira vez que eles conseguem vê-lo com clareza suficiente.

Antes de mais nada: não, não se trata de um pedido de socorro de Matt Damon ou de um alienígena querendo se comunicar. A NASA informou que os pontos e traços foram formados pelo vento marciano. Em um comunicado, a agência disse que os sinais estão evidentes porque estão inseridos em uma depressão circular natural, ou seja, a quantidade de areia acumulada no local facilita a “brincadeira” do vento.

Em uma nota oficial enviada à imprensa, a NASA explicou: “O que torna os padrões nesta duna tão proeminentes é o fato de que foram encontrados dentro de uma depressão circular natural, o que significa que há uma quantidade limitada de areia disponível para ser empurrada pelos ventos locais”.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

A Perseguição


Desculpe-me, mas está história eu preciso contar. Era outono, as ruas do meu bairro se mostravam frias, principalmente, quando passava das oito da noite, horário em que costumava voltar para casa do parque onde ficava trocando ideias com meus poucos amigos que havia feito durante o ano letivo, geralmente saíamos pra curtir um som e relaxar, geralmente ouvíamos muito rap, e fumar maconha era conosco mesmo. Já estávamos todos chapados e fartos, quem não estava morgado conversava sobre algo que eu não entendia por estar com a mente em outro lugar.
- Tá ficando tarde e a erva acabou, acho melhor a gente vazar - exclamou alguém da roda, e de repente geral concordou.
Saímos daquela morgação e nos levantamos aos poucos seguindo cambaleando  em direção a trilha que levava até a saída do parque. 

Para a sorte deles, todos moravam próximos um do outro, na mesma quebrada, já eu morava do outro lado da cidade, o que resulta em aproximadamente em sete quarteirões sem iluminação até a rodoviária, o que me dava um tempo para parar no bar da esquina e comprar uma gelada para tomar no ônibus à caminho de casa.

Estava tão frio que era possível enxergar a própria respiração, como se toda a fumaça dos cigarros que já fumei começasse a sair de repente por minha boca, a brisa gélida e constante do vento batia  a todo instante contra meu rosto, sem falar do acúmulo de folhas secas na calçada que fazem um barulho irritante cada vez que se pisa nelas.

Foi exatamente entre o terceiro e o quarto quarteirão à caminho da rodoviária que percebi um barulho de galho seco quebrando logo atrás de mim.


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