terça-feira, 12 de junho de 2018

Mudanças irreversíveis estão acontecendo em nosso planeta [e a culpa é nossa]

A Terra esta mais próxima de mudanças irreversíveis, na medida em que a humanidade ultrapassou 4 de 9 limites planetários. O planeta está deslizando para uma “zona de perigo”, na medida em que a humanidade já atravessou quatro das nove fases ambientais, os chamados limites planetários, se aproximando, potencialmente de “mudanças irreversíveis“, afirma um estudo de alto perfil.

Uma combinação de fatores, incluindo as alterações climáticas, mudanças nos padrões de agricultura e outras atividades humanas que causam mudanças biológicas e químicas para a natureza (não menos do que o uso de fertilizantes) têm colocado o planeta mais perto da “zona de perigo” a partir do qual não há retorno, afirma um estudo na revista Science, publicada quinta-feira:

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A atividade humana está mudando as funções planetárias.

“Estamos correndo para cima e para além dos limites biofísicos que permitem a civilização humana tal como a conhecemos de existir”,

declarou o co-autor do estudo Steve Carpenter, diretor da University of Wisconsin-Madison Center for Limnology (Universidade de Wisconsin-Madison Centro de Limnologia), como citado pelo site da universidade.

O trabalho foi realizado por 18 especialistas de renome em suas áreas, o estudo intitulado “fronteiras planetárias: orienta o desenvolvimento humano em um planeta em mudança” assinala que a atividade humana está mudando as funções planetárias, desestabilizando complexas interações entre as pessoas, oceanos, a terra e da atmosfera.


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A poluição dos oceanos vem gradativamente alterando o equilíbrio planetário


“Pela primeira vez na história humana, precisamos observar o risco de desestabilizar todo o sistema da Terra“, um dos autores do estudo, o professor John Rockstrom, da Universidade de Estocolmo, disse à Fundação Thomson Reuters. Seu colega, o Professor Will Steffen, acredita que

“passado um certo limite, a redução das emissões de gases com efeito estufa, a perda de biodiversidade, ou a mudança no uso da terra … não poderá reverter ou mesmo retardar as tendências de degradação do sistema Terra, com consequências potencialmente catastróficas (para a “civilização”).”

O relatório baseia-se na ideia dos nove “limites” que se originou em 2009. Cada fase representa limites dentro dos quais a humanidade possa viver de forma sustentável e no que isso implicaria.

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As nove fronteiras planetárias

1. As alterações climáticas

2. Mudança na integridade da biosfera 
(perda de biodiversidade e extinção de espécies)

3. A destruição da camada do ozônio estratosférico

4. A acidificação dos oceanos

5. Os fluxos biogeoquímicos (ciclos de fósforo e nitrogênio)

6. A mudança do sistema terrestre (por exemplo, o desmatamento)

7. A utilização (e escassez) de água doce

8. Carga de aerossóis (partículas microscópicas na atmosfera que afetam o clima e os organismos vivos)

9. Introdução de novas entidades (por exemplo, poluentes orgânicos, materiais radioativos, nanomateriais, e micro-plásticos).

Cada uma é marcada por uma mudança irreversível para o nosso ambiente e, uma vez atingido, é seguido por um período em que pode agir ou deixar tudo piorar ainda mais. 

“Dado o ritmo da mudança, já não podemos excluir a possibilidade de chegar a pontos críticos de ruptura que pode abruptamente e de forma irreversível mudar as condições de vida na Terra”, diz o relatório.

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Pode não haver futuro para as grandes cidades em regiões costeiras.


Já em Setembro do ano passado, um relatório do WWF disse que a Terra atravessou três das nove “fronteiras planetárias” identificadas, que qualificou de “alterações potencialmente catastróficas para a vida humana como a conhecemos”, incluindo a biodiversidade, os níveis de dióxido de carbono e poluição por fertilizantes de nitrogênio.

Os cientistas consideram que as mudanças climáticas estão no topo da lista dos limites planetários, os pesquisadores acreditam.

“Estamos em um ponto onde podemos ver mudanças abruptas e irreversíveis devido às mudanças climáticas”, continuou Rockstrom, fazendo referência em particular ao risco de derretimento de grandes placas de gelo do Ártico, que liberam grande quantidade de gases de efeito estufa.

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De acordo com o estudo, o nosso planeta tem “estado notavelmente estável” durante os quase 12.000 últimos anos (n.t. período que coincide com a era pós dilúvio, ocorrido em 10.986 a.C.).

Esta estabilidade, porém, mudou nos últimos 100 anos, de acordo com Carpenter, que disse que “tudo que é importante para a atual civilização” ocorreu durante esse específico período de tempo – da agricultura até a revolução industrial e a ida ao nosso satélite natural, a Lua.

O documento será discutido durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça na semana que vem, apresentado como uma chamada de atenção para os decisores políticos. Também será incorporado à estratégia global próxima da ONU, em setembro, para quando os atuais Objetivos de Desenvolvimento do Milênio expirarem.


Adaptado de: Thoth 3126

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