sexta-feira, 21 de junho de 2019

Os experimentos reais que inspiraram a história de Frankenstein

Frankenstein, Mary Shelley, Experimentos em Humanos, Cobaias Humanas, Bizarrices, Curiosidades, Ciência

Frankenstein é um sucesso mundial, por mais que não tenham lido o livro ou visto aos filmes, quase todos conhecem o personagem. O livro, de 1818, escrito pela autora Mary Shelley, narra a história de um cientista (Victor Frankenstein) que cria e dá a vida a um monstro usando ondas de eletricidade, a história se popularizou, tornando-se a primeira obra de ficção científica do mundo. Mas você sabia que essa obra de terror foi inspirada em acontecimentos reais?

 O que parece fantasia para nós era bastante popular entre as pessoas no século 19. Experimentos utilizando “eletricidade animal” (eletricidade produzida através das células) tentavam a todo custo provar que era possível restaurar e até gerar a vida a partir desse recurso. Tudo teve início por volta de 1786, quando Luigi Galvani, através de pesquisas e experimentos, descobriu que os músculos de uma rã morta se moviam quando atingidos por uma corrente elétrica.

Em 1803, seu sobrinho, Giovanni Aldini, levou a coisa ao extremo (e põe extremo nisso) usando como cobaia o corpo de um homem que tinha sido condenado à morte. Aldini e seus assistentes realizaram o experimento com espectadores. O ato chegou a sair no Times, o qual relatou que o cadáver começou a tremer, um dos olhos foi aberto, a mão direita foi levantada e as pernas, postas em movimento. Apesar de não ter conseguido cumprir o propósito de ressuscitar o homem, foi o suficiente para surpreender quem assistia e dar esperança para outros cientistas.



Frankenstein, Mary Shelley, Experimentos em Humanos, Cobaias Humanas, Bizarrices, Curiosidades, Ciência

No mesmo ano, Johannes Ritter também realizou experimentos elétricos. Só que em si mesmo, no intuito de explorar mais a fundo como a eletricidade afetava as sensações.

Após a publicação do livro de Mary Shelley em 1818, o químico escocês Andrew Ure realizou seus próprios experimentos elétricos no corpo de um homem executado por assassinato. 

Quando o homem morto foi eletrificado, Ure escreveu: 

“Cada músculo em seu semblante foi simultaneamente lançado em ação temerosa; raiva, horror, desespero, angústia e sorrisos medonhos uniram sua expressão hedionda no rosto do assassino”.

Pelo menos um século antes a ideia já tinha sido debatida por um dos cientistas mais importantes da História: Isaac Newton. Ele especulou, no início dos anos 1700, que havia uma ligação íntima entre a eletricidade e os processos da vida, o que foi alvo de estudos e teorias de cientistas posteriores, até os dias atuais. 

Mas não há como trazer mortos de volta a vida: o que os eletrodos faziam era estimular o processo natural em que diferenças de carga elétrica excitam os músculos a se moverem.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Expresse sua opinião, ela é bem vinda!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...