terça-feira, 2 de julho de 2019

O Diabo não é tão feio quanto parece - Parte II: Lúcifer, Belzebu e Satanás

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Ao longo dos tempos a igreja católica vem deturpando a imagem de antigos deuses e tradições a fim de alcançar melhor seus objetivos, isso não foi diferente com o deus Pã (ou Pan), deus dos bosques, da natureza, da fertilidade. A fim de completar o quebra-cabeças cristão, a imagem desse deus pagão foi totalmente deturpada e acabou se transformando no "diabo" que conhecemos hoje, mas vamos subir um degrau por vez. 


É válido ressaltar que não tenho nada contra nenhuma religião da mesma forma que não tenho nenhuma religião, o meu intuito aqui é compartilhar conhecimento com base em fatos concretos, mitológicos e históricos (ao contrário de muitos que buscam perverter o conhecimento).

Tal texto foi retirado de um blog voltado para espiritualidade, cujo conteúdo admiro muito, infelizmente o mesmo se encontra inativo desde 2016, trata-se do blog Varadouro Sagrado, para acessá-lo basta clicar aqui


Essa matéria por ser demasiada longa para uma só postagem será dividida em três partes, assim o texto não se torna cansativo e é possível destrinchar os fatos abordados, indo mais a fundo no assunto.


Enfim, vamos a segunda parte da matéria, espero que abram suas mentes e façam uma boa leitura.

[...]



Os mais sensíveis devem ter tremido nas bases apenas com a mera menção destes nomes citados no título da matéria. Isto mostra como a lavagem cerebral a que somos submetidos todos os dias desde criança é poderosa.

Continuando nossa pequena série de como os Deuses da Antiguidade foram transformados em “demônios” pela nossa grande amiga Igreja Católica, hoje o tio Marcelo explicará sobre a origem dos nomes da famosa “Trindade Satânica”. começaremos este post com uma das armas mais importantes 
do adversário: o Tridente!

Afinal de contas, diabo que se preze não pode ser visto sem ele.



TRISHULA, O TRIDENTE DE SHIVA

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Para estudar a história das religiões, devemos mergulhar o mais fundo que pudermos e depois analisar cada passo historicamente, assim conhecemos direito a origem de cada coisa e entendemos como elas foram manipuladas pela Igreja. Começaremos com a Índia:

Na tradição hindu, Shiva é o destruidor (ao lado de Brahma, o criador e Vishnu, o mantenedor). Na verdade Shiva destrói para construir algo novo, assim, prefiro chamá-lo de “renovador” ou “transformador”. Suas primeiras representações surgiram no neolítico (4.000 a.C.) na forma de Pashupati, o Senhor dos Animais. Assim como Kali, Shiva é o destruidor do Ego, dos defeitos e das podridões que precisam ser limpas em nossas almas para que possamos nos desenvolver.

O tridente mais antigo que se tem registo é o Trishula, a arma principal de Shiva, retratado aproximadamente 6.000 anos atrás. É com essa arma que ele destrói a ignorância nos seres humanos. 

Suas três pontas representam as três qualidades da matéria: 
tamas (a inércia), rajas (o movimento) e sattva (o equilíbrio). 

Eles também representam os três Nadis: Ida, Pingala e Sushumna
que correm ao lado da coluna e que são muito importantes no processo de circular a energia através dos chakras e pela Kundalini.

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Portanto, para os Indianos e durante mais de 4.500 anos, o tridente foi o símbolo de sabedoria; uma arma sagrada que todos nós devemos sempre lembrar de carregar conosco.



O MUDRA DE TRISHULA

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Uma das armas mágicas mais simples e eficazes que um magista pode carregar consigo são os chamados “mudras” (ainda farei uma postagem aqui no blog dedicado apenas ao assunto). Mudras são posições de mãos aliadas a respirações, que ajudam a direcionar e canalizar a energia dentro de nós e ao nosso redor para determinadas ações, através de eletromagnetismo.

O chamado “Mudra de Trishula” é formado unindo nossos polegares aos dedos mínimos e deixando os outros três dedos levemente afastados, na forma de um tridente. A posição de “Trishula” pode ser vista na imagem acima
.
Você pode fazer suas meditações com as mãos nesta posição sempre que quiser destruir algum sentimento ruim que esteja dentro de você.



MAHAKAL

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Mahakal é um deus que se originou dos cultos a Shiva e ficou famoso em toda a Indonésia. Ele é considerado o senhor da Morte e da Ressurreição, aquele que destrói toda a ignorância e todos os defeitos para que as pessoas possam renascer e desenvolver suas qualidades. Ele também carregava um tridente em uma de suas mãos e uma serpente na outra. A serpente, como já vimos em matérias anteriores, é o símbolo da Kundalini e do despertar de nossa consciência cósmica.

Ou seja, antes de começarmos a querer despertar nossa consciência cósmica e nossos "poderes ocultos", temos primeiro de destruir nosso Ego e nossos defeitos cardinais. Onde já ouvimos algo semelhante?

JESUS... CRISTO...

Isso mesmo, Yeshua disse em uma de suas parábolas:

“Não se põe vinho velho em odres novos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam” (MT 9,17).

E o que este ensinamento quer dizer? Que a Morte é necessária!

Devemos SACRIFICAR nossos defeitos e nossos pensamentos malignos, mesmo que eles tenham acabado de nascer, no ALTAR de nossos pensamentos, para que, somente limpos de nosso ego e de nossos defeitos, possamos desenvolver a Serpente/Dragão (Kundalini, a consciência cósmica) que existe dentro de nós.

- Opa! Sacrificar? Nascidos? Altar? Dragão? Tridentes? Hummm, podemos ver que muitas das coisas que foram distorcidas pela Igreja Católica a respeito de outras religiões começam a fazer sentido e não tem nada de negativo, maldoso ou diabólico como eles costumam ressaltar.



POSEIDON

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Dos três deuses principais da mitologia grega (Zeus, Poseidon e Hades), Poseidon era o senhor dos grandes mares. A ele cabiam os domínios de todos os mares e, consequentemente, de todo o entorno nas quais o mundo estava contido (simbolicamente, os grandes mares do Abismo envolvem as sete esferas inferiores dentro da Árvore da Vida). Poseidon, portanto, representava o senhor dos limites, aquele que domina as águas do abismo, com um poder que originalmente era até superior ao de seu irmão Zeus.

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Descida pela Árvore da Vida, de Kether a Malkuth, chamada de Espada Flamejante, uma analogia ao trovão e ao mesmo tempo à criação.


Simbolicamente, enquanto Zeus possuía o Raio como arma principal (novamente uma referência à Kabbalah e à Árvore da Vida e uma das mais importantes de todas), Poseidon era o detentor do Tridente, a chave para a libertação da Roda de Sansara. A arma mais importante de todas, pois era através dela que o ser humano consegue dominar os quatro elementos e se tornar senhor do seu Destino.

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Tridente na Árvore da Vida, conectando as sephirots 
Malkuth, Yesod, Hod, Netzach e Tipheret.


Como símbolo, o tridente era usado por todas as pessoas como símbolo de proteção. Talvez apenas ficasse no mesmo plano de popularidade que o Falo de Pan/Fauno ou do Pentagrama de Vênus/Astarte/Afrodite (desnecessário dizer o que aconteceu com esses outros símbolos, certo?). E assim permaneceu, como um dos símbolos mais poderosos e importantes da antiguidade, até a chegada de Constantino, o picareta, e da criação da Igreja Católica Apostólica Romana, quando o tridente passou a fazer parte do arsenal de badulaques para assustar os fiéis.



DEUS DE UM, DEMÔNIO DE OUTRO

Retornemos no tempo até cerca de 4.000 AC. A uma determinada altura na história dos antigos habitantes da zona da mesopotâmia, começou a existir uma confusão relativa à identificação dos deuses. Cada lugar adorava um mesmo deus, mas com um nome diferente, e isto tudo fomentou a dificuldade de hoje em identificarmos a diferença entre os deuses.

Quando uma região entrava em guerra com a outra, os deuses de uma se tornavam os “Adversários” (Shaitans) da outra religião e, quando o povo era absorvido, estes deuses também eram absorvidos e transformados em deuses menores OU demônios, conforme a necessidade (como podemos ver, esta não é uma prática original do cristianismo de Roma e já existe desde sempre).

Vou usar como exemplo fácil dois tipos de entidades: Devas e Asuras.

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Representação de um Deva junto de elementais da natureza (fadas).


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Representação de Asura, com vários braços, portando um cetro e um tridente.


Se você procurar pelo panteão hindu, os Daevas e os Asuras eram tipos diferentes de divindades. Alguns Asuras eram bons e alguns eram malvados. Os Devas, por outro lado, eram divindades equivalentes aos Anjos católicos, mensageiros dos deuses e auxiliadores da humanidade.

Por outro lado, se fomos observar a mitologia Persa (e depois o Zoroastrismo), nos quais foram aplicados o conceito de Bem x Mal, veremos que os Devas acabaram se tornando “A personificação de todo o mal imaginável” e os Ahuras (Asuras) são a personificação das divindades e os servos dos deuses do bem.

Ou seja, os anjos dos hindus são os demônios dos Persas e vice-versa.



BAAL

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Ilustração representando Baal, comumente utilizada na Goetia 


Na Mesopotâmia existia um deus chamado BAAL. Baal possuía os mesmos atributos de Zeus ou Odin. Era o pai celestial, senhor cósmico que vigiava a Terra e fulminava as pessoas com relâmpagos se fosse necessário. Era o deus da fartura e da fertilidade, em cuja morada ficava a cornucópia (aquele chifre que brotava comida em abundância) e assim por diante…

O nome Baal deu origem a Beliel (ou Belial) o qual vem referido até no novo testamento. Este personagem teve a sua origem muito anteriormente como o príncipe do mundo, título que lhe garantia uma superioridade em relação aos outros componentes da divindade desta época. Este deus era conhecido também por Enki - O Senhor da Terra.

Existem inúmeras referências a ele na Bíblia:

Números 22:41
(Os Hebreus tinha Altares a Baal)
Juízes 2:13 (o povo de Israel serviram Baal e Asterath)
Juízes 6:25 (Deus manda destruir o Altar de Baal)
1 Reis 16:31 (Jeroboão adora Baal)
1 Reis 18:19 (Desafio entre Yahweh, Baal e Asterath)
1 Reis 22:54 (Acazias adora Baal)
2 Reis 10:19-28 (Jeú arma uma cilada aos sacerdotes de Baal)
2 Reis 11:18 (Destruição do Templo de Baal)
2 Reis 17:16 (Novamente adoração a Baal)
2 Reis 23:05 (Referência aos adoradores de Baal, 
da Lua, do Sol e de outros planetas.)

2 Crónicas 23:17 (A morte de Matã o sacerdote de Baal)

Jeremias 2:8 (O profeta questiona o poder dos 
sacerdotes de Baal e outros deuses)
Jeremias 7:9 (Adoração a Baal entre pecados como o furto e o assassínio?)
Jeremias 12:16 (Juras por Baal)
Jeremias 19:05 (Sacrifícios de Crianças a Baal)
Jeremias 23:13 (Samaritanos Loucos profetas de Baal)
Jeremias 32:29 (Os caldeus adoraram Baal)
Jeremias 32:35 (Outra referência ao sacrifício de Crianças)




SACRIFÍCIO DE CRIANÇAS

Naquele tempo, existia um costume de sacrificar crianças para garantir a colheita de uma vila. Normalmente o primogênito. Não apenas os mesopotâmicos, mas também os cartagineses, rivais dos romanos no controle do Mediterrâneo e derrotados por Roma nas Guerras Púnicas, costumavam sacrificar crianças para oferecer aos deuses.

Na bíblia, vemos isso no sacrifício que Abraão vai fazer de Isaac e é impedido pelo anjo, indicando alegoricamente que a humanidade não necessitava mais deste tipo de sacrifício.

Existia em Cartago uma estatua de Baal de proporções imensas. A imagem tinha as mãos voltadas para a frente e ligeiramente inclinadas em direção à terra, sobre as quais eram colocadas as crianças escolhidas para o sacrifício: sem apoio, as crianças escorregavam e caíam em uma grande fogueira, acesa aos pés da estátua. Para o povo cartaginês, os seres imolados tornavam-se divindades. Músicos tocavam flautas e tambores durante o ritual, e as próprias mães entregavam seus filhos para os sacerdotes.

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Representação de ritual de sacrifícios para Moloch


A palavra “Baal” significa “Senhor” e cada cidade ou aldeia fenícia contava com seu Baal, e o mais importante era o de Tiro, chamado pelos seguidores de Baal Afelkart(este nome deu origem mais tarde ao “demônio” chamado Belfegor, que consta dos bestiários medievais.

Muitos fenícios (assim os gregos chamavam os cananeus), durante períodos de guerra, de seca ou de outras pragas ofereciam o primeiro filho ao deus. O nome deste sacrifício é “Moloch” e o termo acabou se tornando sinônimo do deus cananeu. No Antigo Testamento, o livro do Levítico adverte os fiéis: “Não darás teu filho em oferenda a Moloch, nem profanarás o nome do teu Deus”.

Baal + Zebub = Belzebu

Zebub é o nome hebreu para “As coisas que podem voar” ou, no sentido mais específico, os gênios do ar, silfos ou outras entidades astrais do ar e dos céus. Baal, como já vimos, significa “Senhor”. Desta maneira, Baal-Zebub significa “Aquele que é o senhor dos gênios elementais do ar”.

Belzebu como “Senhor das Moscas” surge da interpretação distorcida da bíblia do Rei James que chama Baal-Zebub de “Lord of the things that can fly” sendo que, em inglês, “fly” também quer dizer “mosca”. Então para justificar a aura “maléfica” de Belzebu, nada mais conveniente do que associá-lo a coisas repugnantes… em 1863, Collin de Plancy escreve o “dicionário infernal” e reinventa Belzebub como uma mosca gigante.



DAEMONS

Os Daemon são os anjos da guarda das pessoas. Esta palavra grega significa “Espíritos” e representam os espíritos guias ou Mentores (o nome dado no Kardecismo) que cuidam de cada pessoa durante sua encarnação. Segundo os ocultistas, toda pessoa possuía seu próprio Daemon, responsável por acompanhá-la e protegê-la em caso de perigo, na medida do possível.




De seu nome surgiu a palavra Daemonium, ou mais tarde “Demônio”, para designar os seres malignos e tocar o terror nas cabecinhas dos pobres fiéis que, morrendo de medo do tinhoso, se afastariam dos ensinamentos de qualquer outra religião que não fosse a deles (e tem sido assim até os dias de hoje).



SATANÁS

A origem deste nome vem da tradução de Shaitan. Shaitan (hebraico), Satanas (aramaico), significa “Adversário” e pode ser usado até mesmo para designar seu oponente no xadrez ou videogame. Para um time de futebol, os torcedores dos outros times podem ser chamados de shaitans… É uma palavra como qualquer outra, usada pelos povos antigos para designar qualquer povo que fosse oponente ao seu durante uma batalha e, mais tarde, estendido aos deuses destes povos.

Na bíblia, costumam dizer que a palavra está associada a um ente misterioso que teria se rebelado e deixado de servir a Deus e que aparece em Ezequiel 28: 12 a 19. Satanás também aparece no livro de Jó, como o “adversário” que disputa com Deus para ver até quanto conseguiriam torrar a paciência do pobre do servo.

Vocês podem ver com seus próprios olhos que não aparece nada sobre chifres, patas de bode ou tridentes relacionados com o tal “adversário” na Bíblia. Apenas referências isoladas a deuses fenícios, babilônicos, touros de ouro e outras divindades… com o tempo (1.600 anos, para ser mais exato), foi construída toda uma salada de frutas envolvendo deuses das religiões adversárias (ou “satânicas”, usando a etimologia correta da palavra) para gerar todo este folclore demoníaco que temos hoje em dia.



LÚCIFER E PROMETHEUS

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Ilustração do mito de Prometheus, condenado a ser mutilado diariamente por uma águia por ter furtado o fogo dos deuses e levado aos homens.


Lúcifer (em hebraico, heilel ben-shachar, em grego heosphoros), representa a estrela da manhã (a estrela matutina), a estrela D’Alva, o planeta Vênus.

A palavra “Lúcifer” significa “o que leva a luz”, representando a estrela da manhã, o planeta vênus, que é visível antes do alvorecer. A designação descritiva de Isaias 14:4, 12, provém duma raiz que significa “brilhar” (Jó 29:3), e aplicava-se a uma metáfora aplicada aos excessos de um rei de Babilônia, filho do rei Shachar, não a uma entidade em si. Os usos desta palavra no Velho testamento e no Novo Testamento são COMPLETAMENTE DIFERENTES.

Basta ler a bíblia com atenção para perceber que Isaías não estava falando do “Diabo” (aquela criatura tradicional que os evangélicos se borram de medo), mas usando imagens retiradas de um antigo mito cananeu, nos quais Isaías referia-se aos excessos de um ambicioso rei babilônico (o pecado associado a Vênus é a Luxúria e o rei ambicioso deixou-se levar pela luxúria e caiu dos céus de onde estava).

Na religião romana, Lúcifer ou Lucifurgo tinha as mesmas atribuições de Prometeus. Responsável por ter trazido a Luz (inspiração) dos deuses para os humanos, estaria condenado a permanecer com eles, sendo visto apenas durante a manhã ou ao cair da noite (tal qual o planeta que representava).

“Portador da Luz”, “Estrela da manhã”, “Estrela da alva”, “Estrela Matutina” e todas estas denominações querem dizer “aquele que nos traz a Iluminação”. Lembrem-se que Vênus sempre esteve conectado ao AMOR (esfera 7 da Kabbalah, Netzach) e, através do Caminho 24 (Nun, o sacrifício pela Humanidade) podemos seguir os passos de Yeshua através da bondade, do amor e do sacrifício pela humanidade e chegar a Tiferet (esfera do SOL crístico, que representa os seres iluminados como Buda, Jesus, Krishna, etc).

É interessante que o Novo Testamento fale sobre a “estrela da alva” (2 Pedro 1:19) e a “estrela da manhã” (Apocalipse 2:28; 22:16).

Em todas estas passagens, fica bem claro que a estrela da manhã também não é “Satanás” ou qualquer outra criatura blasfema. Lendo com calma, fica muito fácil perceber de quem Pedro está falando: O próprio Jesus é a brilhante estrela da manhã que abençoa seus servos fiéis, conforme vocês mesmos podem ler na bíblia online clicando aqui.

Simples e direto: Jesus é aquele que traz a luz, Jesus é aquele que traz a iluminação, Jesus é o “portador da luz divina” ou seja: JESUS É LÚCIFER.

Ok… ok… eu sei que agora deve ter muita gente babando diante dos monitores, incrédulos, com os olhos arregalados e pensando “como assim!?!?”

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Releiam todo o texto, respirem fundo… Esqueçam por um minuto a imagem falsa e o jogo de palavras que foi colocado na cabeça de vocês durante toda a sua vida. Pense historicamente e racionalmente. Siga as palavras de acordo com sua ORIGEM e o que elas realmente significavam. esqueçam historinhas de anjos caídos e afins… existe toda uma metáfora para essa “Queda” (e ela envolve Capela, Algol, teosofia e outras coisas que são advanced Teoria da Conspiração e que explicarei no devido tempo). Por enquanto, vamos ficar no século IV quando Yeshua se torna o adversário do Jesus-Apolo da Igreja Romana.

Para haver uma unificação dos fiéis ao redor da Igreja de Roma, era necessário haver um “Nós contra Eles”. Para justificar o Cristo-Apolo de Constantino, eles precisavam de adversários (Shaitans) e, assim sendo, transformaram todos os deuses de todas as outras religiões em demônios.

Mas prestem atenção: isto não foi feito pela Igreja do dia para a noite… isto foi um processo que levou anos, décadas, séculos… e muitos “adversários” (shaitanistas) queimando na fogueira…

E para quem acha que isso é algo medieval e que faz parte do passado, podemos citar o processo de demonização das religiões afro que ocorre nas Igrejas evangélicas nos dias de hoje, onde transformaram babalorixás em “pais de encosto”, Exús em “demônios”, Bombo-Gira em “prostitutas” e outras barbaridadesdízimicas (acho que inventei esta palavra, mas tudo bem).

Continuaremos semana que vem com Maniqueístas, Luciferianos, Setitas, Cainitas, Bogomilos, Cátaros e as divisões do Cristianismo primitivo… E, claro, Constantino, o picareta!

[...]

Nota: Simo mal exise... ele está dentro de cada um de nós. As trevas nada mais são do que a ausência de luz. Espíritos que afirmam ser demônios existem sim… aos montes… chamamos eles de "espíritos zombeteiros" ou "obssessores" porque normalmente não tem poder nenhum.

Funciona assim: um espírito obessor assusta uma pessoa fazendo-se passar por “demônio”, a pessoa fica assustada e libera EMOÇÕES, aí o ser astral se alimenta destas emoções e fica mais forte. Ou simplesmente está se divertindo às custas da incredulidade alheia. Basta lembrar que não existem “fantasmas”… existem pessoas IGUAIS a nós que estão em outro padrão vibratório. Do mesmo jeito que existem pessoas que jogam o filho pela janela, colocam fogo em mendigos, assaltam, matam, mentem, torturam no plano material, existem pessoas (espíritos) que fazem as maiores barbaridades no plano Astral.



E da mesma maneira que bandidos usam artifícios para intimidar as pessoas no plano material, seres astrais usam artifícios para intimidar as suas vítimas no plano astral. Simples assim.



Certas palavras possuem efeitos mântricos que ressoam no astral e afetam estas pessoas. Yeshua (Yod-he-shin-vav-he) é um deles.



Lúcifer é um termo e não uma entidade. Jesus (Yeshua) é a “Estrela da manhã”, “portador da luz”, “filho da aurora”… todos estes são títulos dados aos iluminados do passado. Quem o associou com o capeta foi justamente a Igreja, em um período posterior.

Na Bíblia fala: “Voltaram alegres os setenta e dois, dizendo: Senhor, até os demônios se nos submetem em teu nome! Jesus disse-lhes: Vi Satanás cair do céu como um raio.” (Lc,10: 17-18)”



Jesus é a “estrela matutina”. E os 72 a que se refere são justamente os espíritos da Goetia, que se submetem a vontade dos magistas (voltem acima no tópico sobre Daemons e acesse o link que deixei para entender melhor essa questão); e não é preciso explicar de novo o que a simbologia do raio significa, basta o texto acima para entender. E novamente, você tenta associar a palavra “adversário” a uma entidade chifruda e com cheiro de enxofre que não existe!



O Jesus-Apolo fabricado pela Igreja é bem diferente do Yeshua verdadeiro 
e de suas pregações espiritualistas.



Alguns textos posteriores, especialmente “A Divina Comédia” 

(Dante era um iniciado, vocês verão que toda a alegoria do Inferno está relacionada com os 49 portais - são os 49 dias do Sephirat Ômer - e os 7 defeitos capitais da Kabbalah). 

“Paraíso Perdido” de John Milton, que fala da queda, também é uma alegoria para um paraíso que foi perdido, mas estaremos entrando em assuntos complexos ao abordar tais questões. É importante lembrar que toda esta polêmica de Lúcifer só acontece mesmo a partir do século XVIII com o renascimento do ocultismo na Europa. 

A Inquisição estava mais preocupada com um ser chamado “Leonardo” e “Baphomet”, assuntos que serão abordados na terceira parte dessa série de matérias, não deixem de acompanhar e expressar suas opiniões.

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