terça-feira, 23 de julho de 2019

10 tratamentos cruéis da medicina na Idade Média

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Como sabemos, em tempos mais remotos quando não tínhamos a modernidade (e toda a tecnologia) que possuímos hoje, muitas coisas que são simples contemporaneamente eram extremamente difíceis nessas épocas.

A medicina não escapava desse fato, com a falta de recursos e conhecimento necessários, eram realizadas cirurgias e procedimentos altamente perigosos, sem higiene, anestesia e no mínimo dolorosos, dificilmente davam certo.

Confira nesse artigo alguns desses bizarros procedimentos médicos medievais.


CIRURGIA: CRUEL, SUJA
E TERRIVELMENTE DOLOROSA
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Os cirurgiões da época tinham pouquíssimo conhecimento sobre a anatomia humana, sobre antissépticos, que fizessem com que as feridas não infeccionassem, e sobre muito menos sobre anestésicos. Não era agradável ser um paciente nessas horas, mas não havia muita escolha.

Para se livrar da dor, ironicamente, você era submetido a mais dor. 

Na maioria dos casos, monges se tornavam cirurgiões, já que eles tinham acesso à literatura sobre medicina. No entanto, em 1215, o Papa pediu para que eles não fizessem mais o trabalho. A tarefa sobrou para fazendeiros que tinham experiência tratando animais. 

Se você contraia uma pedra no rim, te arrancavam um pedaço da tripa fora, achando que esta era a culpada (isso quando não “acertavam” e você ficava “mono-rim”), e segundo crendices, até suco de alface era anestesia.



DWALE: UM ANESTÉSICO
CRUEL QUE PODIA SER FATAL
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A cirurgia na idade média era usada somente em casos de vida ou morte. 


Uma razão é que não havia anestésico “confiável” que pudesse aliviar a dor enorme de um procedimento cirúrgico. Algumas poções usadas para amortecer o paciente ou induzir o sono podiam ser letais. Um dos exemplos é o Dwale.

 Uma mistura de suco de alho, suco de cicuta, ópio, vinagre e vinho que era dado ao paciente antes de uma cirurgia. O suco de cicuta sozinho poderia ser fatal – ele é tão forte como anestésico que o paciente para de respirar, o que dependendo do caso, morrer logo de uma vez já era alívio.



FEITIÇOS: RITUAIS PAGÃOS OU PENITÊNCIA RELIGIOSA COMO FORMA DE CURA


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Tratamentos medievais, normalmente, eram uma mistura de "fatos científicos", crenças pagãs e imposições religiosas. Um exemplo é que, quando alguém contraía a peste bubônica, era determinado que ele passasse por um período de penitência, se confessando com um padre. 

Como a doença era vista como um “castigo de deus”, se o paciente admitisse seus pecados, talvez sua vida fosse poupada. Seria o mesmo que adoecer em tempos contemporâneos e, ao invés de ir ao hospital, ir até a igreja orar e fazer jejum.

É desnecessário dizer que 100% dos enfermos não sobreviviam.



CIRURGIA DE CATARATA: 

DOLORIDO E RARAMENTE SALVAVA O OLHO DO PACIENTE

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Uma operação de catarata incluía a inserção de uma faca ou de uma agulha pela córnea, forçando as lentes do olho até o fundo do órgão. 

Posteriormente, uma seringa era usada para extrair por sucção a catarata. Se a cirurgia não tinha êxito, é porque essa era a "vontade de deus".



BEXIGA BLOQUEADA: UM CATETER DE METAL INSERIDO DIRETAMENTE NA BEXIGA


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O bloqueio da bexiga, devido à sífilis ou a outras doenças venéreas, era comum na época, já que não havia antibiótico, o incomum era o tratamento. 


O cateter urinário (um tubo de metal inserido através da uretra até a bexiga) começou a ser usado em meados de 1300. Quando o tubo não conseguia passar pela uretra, outros aparelhos eram usados – provavelmente apresentando um risco tão grande quanto o da própria doença. 

Dá pra sentir uma agonia só de imaginar a cena.


CIRURGIÕES EM CAMPOS DE BATALHA: 

PUXAR FLECHAS NÃO É UM TRABALHO FÁCIL



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Como remover flechas dos corpos de soldados? Normalmente a ponta da flecha ficava dentro do corpo do soldado, enquanto só era possível tirar o cabo. 


Esse problema foi “resolvido” com a colher de flecha, que era inserida na ferida causada pelo disparo e “fisgava” a ponta da flecha. O problema é que a dita colher era maior que a ponta da flecha em si. Muitos desmaiavam de dor e recobravam os sentidos já enterrados e gritando por socorro. 

Quem estava acima da superfície do solo negava o socorro, por medo de estar praticando necromancia sem querer, ao desenterrar o “morto-vivo”.


SANGRIA: A CURA PARA QUASE
QUALQUER DOENÇA


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Os médicos da idade média achavam que praticamente todas as doenças eram causadas por excesso de líquido no corpo. Então a solução era tirar o sangue dos pacientes. Havia dois métodos principais. 


O primeiro usava sanguessugas para tirar o sangue. O bicho era colocado sobre o local e sugava uma boa quantidade do líquido. O outro era um tradicional corte na veia, normalmente no braço. 

Na maioria das vezes os "médicos" tiravam muito do sangue do enfermo que acabavam enfraquecidos, alguns até morrendo.



PARTO: MULHERES, QUANDO GRÁVIDAS, ERAM PREPARADAS PARA A PRÓPRIA MORTE




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Dar a luz na idade média era tão mortal que a Igreja pedia que as grávidas se preparassem para morrer. 


Teve uma época em que parteiras mais experientes foram perseguidas como bruxas, já que usavam métodos para aliviar a dor de suas pacientes (alguém devia dizer a esses malditos que muito ajuda quem não atrapalha). 

Só para terem ideia do nível de crueldade, quando um bebê estava morto no útero, uma faca era usada para que ele fosse desmembrado ainda na barriga da mãe, para facilitar a “retirada” do feto.



CLYSTERS: UM MÉTODO MEDIEVAL USADO PARA INJETAR REMÉDIOS PELO ÂNUS


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O “clyster” era uma versão medieval do supositório, um aparelho que injetava fluidos no corpo através do ânus. 

Era um cano ligado a um recipiente, o cano ia direto no ânus do infeliz, enquanto, no recipiente, estava o “remédio”, uma mistureba qualquer que provavelmente teria pimenta como ingrediente. 

Agora você já sabe de onde vem o dito popular para “refresco”.



HEMORROIDAS: A AGONIA ANAL
TRATADA COM FERRO QUENTE
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Você leu direito. 


O tratamento medieval para hemorroidas consistia em 
nada menos que queimá-las com ferro quente. 

Há até uma história sobre um monge que, sofrendo com sua inflamação, enquanto trabalhava no jardim, sob o escaldante sol do meio dia, sentou se em uma pedra que, milagrosamente, o curou do problema. 

A pedra existe até hoje, com a marca das hemorroidas do monge, e é visitada por muitos que esperam curar seu “problema”. É dito que muitos beijam e veneram a pedra, não duvide, existe louco para tudo.

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