segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Artistas excêntricos e suas obras bizarras - Parte II

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Confira a primeira parte do artigo no link abaixo: 


Já vou avisando logo de início, essa segunda parte deste artigo está bem mais intensa do que a primeira, você encontrará imagens perturbadoras na íntegra, portanto se não gosta desse tipo de conteúdo é melhor procurar outros artigos de sua preferência. 

É certo afirmar que todo artista tem um que de loucura, porém nem todos os loucos são artistas, será que há um ponto divisório entre a arte e a loucura,
ou será que ambos se complementam?



1. ANTROPOMETRIA, por Yves Klein – 1960


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O artista francês Yves Klein produziu um tom de azul pelo qual ele era apaixonado (ou melhor dizendo, obcecado). Em sua série de trabalhos, em Antropometria ele dispõe a tinta em um plano, de tal forma que modelos se banhassem da tinta e depois marcassem seus corpos na parede.

A ação foi feita com uma orquestra que tocava a "Sinfonia monotônica" composta pelo artista, enquanto uma plateia assistia a pintura/performance.

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Os corpos delas foram utilizados como "pincéis vivos", entrando no espaço pictórico com mais veemência.  Mas é claro que não foi só isso. 

Na abertura de uma exposição ele ofereceu um drink que deixava a boca azul e mais: fez com que os convidados "urinassem azul" por dois dias seguidos. 

Uma boa maneira de impregnar sua cor, literalmente!



2. 6 DAY PLAY, por Hermann Nitsch – 1980

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Não há exatamente uma obra bizarra ou estranha do artista Hermann Nitsch: praticamente todas são grotescas, fortíssimas e nojentas. 

Conhecido como o "artista escatológico" ele trabalha em espetáculos performáticos com muito sangue e vísceras animais contrapondo a questão sexualidade (em sua maioria orgias), religião e o próprio sangue. 

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É motivo de protesto de boa parte das ONGs de proteção animal no mundo desde 1962 a 1998. São cenas fortes! Suas obras já foram intervindas por várias leis de cunho ético e são consideradas “hereges” pelas instituições religiosas. Hermann é um provocador nato.



3. TRÊS LIVROS E MEIO, por Artur Barrio – 2000

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O artista ambiental Artur Barrio fez esculturas em pedra intituladas “Três livros e meio” e as instalou em lugares ermos e inóspitos nos confins do mundo. 

São esculturas que só podem ser encontradas com coordenadas de GPS com latitude e longitude específicas. Uma delas encontra-se em algum lugar do Rio Grande do Sul no Brasil. 

Uma arte camuflada que ninguém vê, bem peculiar. Vocês podem acessar o blog do artista e conferir uma infinidade de trabalhos do mesmo, basta clicar aqui.



4. "MANIFESTOS", por Piotr Pavlenski – 2013

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O artista russo Piotr ficou conhecido no ano de 2013 como maluco pela sua performance “Fixação”, ao qual vocês podem contemplar na imagem acima. 

Na performance, ele se sentou nos paralelepípedos da Praça Vermelha de Moscou, na Rússia, e pregou seus testículos com um martelo no chão da praça. 

"Coincidindo" com o dia da Polícia Russa, Pavlenski ficou imóvel por mais de uma hora olhando para baixo numa ação que ele próprio classificou como “metáfora da apatia, indiferença política e fatalismo da sociedade russa atual”.

“Não é a arbitrariedade dos cargos públicos que priva a sociedade de sua capacidade de agir, mas sua fixação em derrotas e perdas que nos prega com cada vez mais força aos paralelepípedos do Kremlin, convertendo as pessoas em estátuas que aguardam, resignadas, seu destino”, explicava o manifesto assinado pelo pintor. 

No dia da ação faziam 10 graus, e ele permaneceu lá, sem roupas. 
Porém essa não foi a primeira performance bizarra do artista.

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Pavlenski já chegou a se enrolar em arames farpados na frente do edifício da Assembleia Legislativa de São Peterburgo em uma ação que o mesmo intitulou de "Corpo", simbolizando a existência humana em um ambiente de repressão legal, quando um mínimo movimento provoca uma duríssima reação do sistema legislativo, a qual é cravada no corpo do indivíduo.

Em junho de 2012, em mais um manifesto, o artista chegou a costurar sua própria boca, como forma de apoio ao grupo punk "Pussy Riot", que manifestava contra o governo de Putin, o que acabou na prisão dos envolvidos.

Como se tudo isso já não bastasse, o artista "atacou" mais uma vez em 2014, dessa vez subindo no muro de uma clínica psiquiátrica em Moscou, sem roupas, e cortando o lóbulo de sua própria orelha usando uma faca, como uma forma de protesto contra o uso político da psiquiatria.

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"A faca separa o lóbulo do corpo, como o muro de cimento da psiquiatria, que divide a sociedade dos conscientes da dos doentes e doidos. A psiquiatria está voltando a ser usada para fins políticos. O aparato policial se reapropria do direito de definir a fronteira entre a razão e a loucura", disse o artista.

Caso pesquisem um pouco mais sobre esse indivíduo, acabarão por descobrir algumas outras loucuras que o mesmo cometeu, se envolvendo em atividades criminais como vandalismo, chegando a ser preso.

Sinceramente, não tenho mais nada a acrescentar ou comentar,
a não ser: O que define a fronteira entre a arte e a loucura?



5. CAMPO DE RAIOS, 
por Walter de Maria – 1977

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O que você diria sobre um artista que faz arte com os relâmpagos?

Sonho ou pesadelo? Bom, é realidade! 

O artista Walter de Maria posicionou em um campo aberto nos Estados Unidos (com grande incidência de descarga elétrica) postes magnéticos que atraem raios. Foi uma instalação de quilômetros e De Maria fotografou a atração dos raios de tempestades. Perigoso, porém magnífico e maravilhoso!

O artista veio a falecer em 25 de julho de 2013, na Califórnia, porém a causa de sua morte não foi ser atingido por um raio, mas sim um infarto.



6. MERDA D'ARTISTA, por Piero Manzoni – 1961

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Para muitos a arte moderna é uma merda.

Para Piero Manzoni, literalmente. Na leva da arte conceitual que se iniciou com o urinol de Duchamp, Manzoni lançou em 1961 as latinhas de merda que criticavam em si mesmas a tal arte conceitual e, de quebra, toda a sociedade de consumo. Incrível é que com o discurso, a legenda, o conteúdo, criou-se fôlego para este tipo de coisa e as 90 latinhas de merda produzidas pelo artista venderam-se a preços exorbitantes. 

Descobriu-se um novo sentido: não é o talento ou a técnica que faz a arte, mas o conceito, o significado atribuído, a semiótica, a surpresa, o inusitado. 

A ideia vale mais que a obra. Os críticos escolhem o que presta. A legenda define o gosto do público. A arte se transforma em conceito.

Só para se ter uma ideia, as latas que restaram, hoje em dia, são negociadas em galerias de arte por até 200 mil cada.



7. FANTASIA DA COMPENSAÇÃO, 
por Rodrigo Braga – 2008

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Para fechar o artigo, trago a obra do artista brasileiro Rodrigo Braga, uma das mais bizarras (em minha opinião) dentre todas as outras apresentadas ao longo dessas duas postagens, talvez o mesmo só perca para as insanidades de Piotr Pavlenski, porém não estou aqui para fazer um ranking de bizarrices.

 Rodrigo Braga ficou conhecido por nada menos que costurar o rosto de cachorro em sua própria face. 

Não irei comentar muito a respeito desse trabalho, por se tratar de algo visual, deixarei as imagens do procedimento abaixo, caso tenha estômago forte, 
vá em frente, do contrário, acho melhor parar por aqui.

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As ONGs de proteção animal intervieram e Rodrigo afirmou com ajuda do Abrigo para animais, que o cachorro já estava morto e ninguém foi procurá-lo durante seu estado terminal ou depois de sua morte. 

Há quem afirme que, apesar do cachorro (ou os pedaços do mesmo) ser real, o procedimento cirúrgico não passa de manipulação de imagem, porém não entrarei no mérito da questão. 

A única coisa que posso afirmar é que sendo montagem ou não, as imagens assim como o resultado final é no mínimo perturbador.

As imagens foram retiradas do site oficial do artista que vocês podem acessar clicando aqui, no mais, irei parar por aqui, chega de bizarrices por hoje.


[...]


Enfim, meus caros leitores, o que acharam desse artigo? Bem mais intenso que a primeira parte, não?! Ficaria feliz caso expressassem seus pontos de vista acerca das obras aqui apresentadas, quais lhe chamaram mais atenção e, principalmente, o que vocês considerariam arte e loucura, será que há uma fronteira que divide ambas ou as mesmas se complementam?

Não responderei tal questão, mas sei que tudo tem um limite, 
de qualquer forma, podemos perceber que muitos artistas não se importam em transpassar tal limite.


Referências: Obvious e Isso Compensa

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