segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Tecnologias de Black Mirror que existem na vida real

Tecnologias da série Black Mirror que realmente existem

A quinta temporada de Black Mirror foi lançada faz certo tempo, como sempre, nos fazendo refletir acerca de até onde a tecnologia pode nos levar, tanto no sentido positivo quanto, principalmente, negativo. 

Após esse "apocalipse tecnológico", há um conforto, que é pensar que nem todas aquelas tecnologias apresentadas na série são reais, certo? 


Errado! Sinto dizer, mas grande parte dessas tecnologias apresentadas nos sombrios episódios de Black Mirror, já existem sim, algumas ainda não chegaram ao mercado, mas estão quase lá.

Logo abaixo você irá conferir algumas dessas tecnologias.

1. CASA INTELIGENTE 

[EPISÓDIO: NATAL - 2° TEMPORADA]


Cena de Black Mirror, episódio especial de natal da segunda temporada.

Imagine a cena: você está triste depois de um dia super difícil de trabalho. 

Você chega em casa, abre a porta e, na cozinha, um bom café está passando – o aroma te leva diretamente para as doces lembranças da sua infância. 

Sim, isso já é uma realidade: em 2016, cientistas do MIT criaram uma inteligência artificial capaz de ler emoções e de interagir com elas, transformando o ambiente em que você está. 

Isso é bem parecido com o que acontece no episódio especial de Natal da série, agora vamos torcer para que nessa inteligência artificial, não exista um clone seu digital escravizado, como acontece na série.



2. ABELHAS ROBÓTICAS

[EPISÓDIO: ODIADOS PELA NAÇÃO - 3° TEMPORADA]

Cena do episódio Odiados Pela Nação, da terceira temporada de Black Mirror.

Não, Black Mirror não inventou o problema: as abelhas realmente estão sumindo, e exatamente pelo motivo que a série explica – a desordem de colapso de colônia (elas simplesmente abandonam as colônias e morrem, 
ninguém sabe o real motivo).

Hoje, as abelhas ainda existem, mas estão em grave risco de extinção. 

Para contornar isso, um grupo de cientistas de Harvard já está trabalhando em uma abelha robô de 3 cm, que, assim como na série, ajudaria na polinização e evitaria um colapso mundial do ecossistema.

Por enquanto, o robozinho – batizado de RoboBee – ainda tem problemas para voar, gasta muita energia (e não sai por aí matando pessoas), mas os cientistas dizem que estão mais perto do que nunca de criar um modelo eficiente de simulação do voo das abelhas.



3. CONVERSAR COM FALECIDOS EM 
APLICATIVO (CHATBOT)

[EPISÓDIO: VOLTO JÁ - 2° TEMPORADA]

Cena do episódio Volto Já da segunda temporada de Black Mirror, que nos trás o Chatbot.

Em Black Mirror, uma mulher que acabou de perder o marido em um acidente de carro tenta lidar com a saudade usando a tecnologia. 

No início, ela usa um chatbot – uma inteligência artificial que consegue conversar com você a partir de um banco de dados, e que vai aprendendo conforme a conversa vai avançando.

Isso já existe, inclusive para conversar com os mortos: no ano passado, uma engenheira russa chamada Eugenia Kuyda criou um aplicativo chamado Luka, idêntico ao serviço da série. Para isso, a estratégia foi a mesma: Eugenia usou as mensagens e posts das redes sociais de um amigo morto, Roman Mazurenko, para criar um banco de dados a partir do qual a inteligência artificial se alimenta para bater papo com qualquer pessoa.

 Agora, você pode “conversar” com Roman baixando o aplicativo, 



4. ANDROIDES QUE IMITAM HUMANOS

[EPISÓDIO: VOLTO JÁ - 2° TEMPORADA]

Cena do episódio volto já da segunda temporada de Black Mirror, um robô com capacidades sexuais.

Na série o androide é capaz até de manter relações sexuais.

Na série, a mesma mulher que perde o marido, no item aí em cima, dá um passo além do chatbot: ela compra um robô realista, idêntico ao marido morto. 

Na vida real, já existem projetos de androides que sejam indiferenciáveis dos seres humanos – e, embora isso ainda não seja possível, a gente já avançou muito nesse sentido: dois anos atrás, um sujeito criou uma "Scarlet Johansson robô" que sabe conversar, tem várias expressões faciais e até pisca, flertando com o interlocutor.

Se você acha isso loucura, fique sabendo que, para uma boa parte das pessoas, a possibilidade de conviver com robôs ultra parecidos com humanos não assusta: pelo menos 25% dos jovens namorariam um androide, se fosse impossível notar a diferença.



5. UPLOAD DE CONSCIÊNCIA

[EPISÓDIO: SAN JUNIPERO - 3° TEMPORADA]

Cena de San Junipero, episódio da terceira temporada de Black Mirror que aborda o "upload de consciência".

Já existem pessoas trabalhando em uma maneira de transferir a consciência humana para um computador (ou para outro corpo, menos frágil do que esse aí que você está usando agora). 

Um desses caras é o bilionário russo Dmitry Itskov, que, pelo menos desde 2013, tem investido um pedaço grande de sua vasta fortuna em pesquisas sobre o upload de mentes, agora imagine a possibilidade, transferir a consciência para um computador como se transfere arquivos para um pen drive.

Se o cara é maluco ou não, a gente não sabe, mas tem gente importante que apoia essa teoria – como Ray Kurzweil, cientista e engenheiro do Google que acha que a gente será capaz de fazer isso já em 2045. 

Será que é uma boa ideia? Isso só saberemos daqui a algumas décadas!



6. LENTES DE CONTATO 
DE REALIDADE AUMENTADA

[ESSA TECNOLOGIA SE FAZ PRESENTE EM TODAS AS TEMPORADAS]

Lentes de contato de realidade aumentada presente em todas as temporadas de Black Mirror.

Imagine se os seus olhos pudessem filmar, fotografar, passar filmes só para você, mostrar informações sobre as pessoas ao seu redor, analisar o ambiente e, de quebra, transformar a realidade em um jogo. 

Em Black Mirror, as pessoas têm implantes cerebrais que mudam a realidade exatamente desse jeito – e na vida real não estamos tão distantes disso.

A Samsung registrou, em 2016, uma patente para a produção de lentes com microcâmeras integradas e conexão wi-fi, que seriam controladas a partir do seu smartphone e que possibilitariam uma experiência de realidade aumentada online, idêntica à da série. 

Já o Google foi mais fundo (literalmente) e prometeu um chip injetável para os olhos humanos, com as mesmas funções das lentes da Samsung.


[...]


Por hoje chega, acho que é o suficiente para refletirmos acerca das limitações da tecnologia, até onde ela pode chegar e nos levar junto? Será que há realmente um limite? E quais os impactos as consequências disso?




Comentem o que acham a respeito, e não paramos por aqui, ainda há outras tecnologias que constam na série que existem também na vida real, porém deixarei para apresentá-las na próxima parte desse artigo.


Adaptado de: Superinteressante

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