sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Issei Sagawa - Artista, canibal e necrófilo [+18]

Issei Sagawa, artista, canibal e necrófilo, imagem utilizada em um álbum da banda Gnaw Their Thongs


Isso trata-se de um repost adaptado de um artigo publicado no Mortalha em julho de 2015, contendo algumas alterações e atualizações.

Ao observar este adoentado japonês de um metro e meio, com mãos e pés pequenos, que manca ao caminhar, com uma voz débil, filho de uma rica família de Kobe, ninguém iria desconfiar que o mesmo fosse um terrível assassino, canibal e famoso necrófilo.

Uma celebridade no Japão, personagem televisivo, um crítico literário e (ironicamente) crítico gastronômico, comentarista ocasional das atrocidades de outros assassinos.

Nascido em Kobe há 60 anos, foi um menino débil, doente e introvertido. No segundo grau era obcecado pela atriz Grace Kelly, uma obsessão que durou até que foi à universidade. Foi o início de sua fascinação por pessoas ocidentais. Antes de que se desse conta, as mulheres altas, caucasiana e belas se converteram em sua fantasia canibal.

(Desde já alerto que o conteúdo exposto nesse artigo pode ser pesado ou chocante para pessoas sensíveis, portanto, não digam que não avisei).



Rico que era, foi para Paris para continuar seus estudos de literatura, mas seus desejos antropófagos não pareciam aplacar-se. Cada noite levava uma prostituta para casa, tentava matá-la mas nunca se atreveu. Até 11 de junho de 1981 quando Sagawa convidou Renée Hartevelt de 25 anos, uma estudante holandesa, para jantar.

 Logo que ela chegou, disparou-a pelas costas no pescoço com um rifle que tinha comprado com o propósito de levar a cabo seu plano antropófago. A garota morreu no ato.

Quem quiser conferir algumas fotos da vítima clique nos links abaixo:

Issei Sagawa, artista, canibal e necrófilo.


Isso era o que tinha sonhado durante 32 anos e agora por fim estava ocorrendo. 

Depois de assassiná-la praticou necrofilia com ela e depois começou com seu plano de devorá-la, começando com as coxas. Em entrevistas posteriores, disse que ficou surpreso ao observar que a gordura humana tinha cor semelhante ao milho. 

Durante os dois dias seguintes continuou comendo várias partes do cadáver que guardava em uma geladeira. Descreveu a carne humana como “suave e sem cheiro”, como o atum fresco. Um agradável e único sushi”.

Issei Sagawa praticando canibalismo.

Depois de alguns dias, tentou se desfazer do cadáver afundando em um lago, mas foi pego em flagrante por várias testemunhas. Cinco dias depois foi preso pela polícia francesa, no entanto, uma análise psicológica declarou-o demente e impossibilitado para ser julgado;

Foi declarado culpado do homicídio e do banquete, ainda que os atenuantes de alienação mental e os transtornos severos de personalidade facilitaram seu translado a um hospital psiquiátrico de máxima segurança.

Issei Sagawa sendo preso acusado de homicídio, canibalismo e necrofilia.

Posteriormente foi deportado para seu país natal em parte graças a seu pai, um influente homem de negócios japonês. No entanto, a deportação não estabeleceu quanto tempo Sagawa deveria permanecer preso e foi liberado apenas quatro anos após o voraz crime.

Issei Sagawa beneficiou-se de um vazio legal.

 Ou seja, os peritos japoneses não consideravam que ele fosse um doente mental nem recomendavam interná-lo em um manicômio (sim, ele está em liberdade).

Abaixo você pode ver uma imagem do refrigerador de Sagawa, algo que percebo em casos de canibalismo é que a carne humana se assemelha muito com a carne de animais vendida em açougue, porém é algo irrelevante, carne é carne.

Refrigerador do canibal Issei Sagawa, contendo carne humana.

A justiça japonesa também não podia condená-lo por um ato de canibalismo doentio cometido no solo Francês.

Atualmente Sagawa goza de popularidade na mídia, dando entrevistas e fazendo vídeos para satisfazer a curiosidade  de quem quer se aproximar de alguém que tenha comido carne humana. 

Ele é o centro das atenções e isso o agrada.

"O público me fez o padrinho de canibalismo", disse ele, "e eu sou feliz feliz com isso". 

O canibal também tentou a sua sorte no mundo dos quadrinhos, escreveu uma coluna semanal para um jornal, publicou uma antologia de fantasias canibais e foi revista 

Em seu site oficial , dá detalhes de seu crime e defende o canibalismo, expressando que não é um ato horrendo, também produz esculturas e pinturas, já escreveu livros, participa de programas e frequentemente dá entrevistas, além de (ironicamente) ser um crítico gastronômico. Foi realizado um documentário sobre o mesmo que deixarei abaixo.


Em 1992, ele apareceu no filme Hisayasu Sato exploração Uwakizuma: Chijokuzeme (Unfaithful Wife: Vergonhosa Tortura) como um voyeur sadosexual.

Além de livros sobre o assassinato que cometeu, Sagawa escreveu um livro de comentários em 1997 sobre os assassinatos em série de crianças de Kobe em 1997, quando um menino de 14 anos referido na mídia como "Shonen A" matou e decapitou uma criança, além de atacar várias outras.

A história de Sagawa inspirou diversas obras musicais que deixarei abaixo:


STRANGLERS - LA FOLIE (1981)




ROLLING STONES - TOO MUCH BLOOD (1983) 




HUMAN FACTORS LAB - DINNER WITH RENEE (2004)




 Em 2007, a banda Gnaw Their Thongs lançou uma EP intitulada Issei Sagawa, no qual retrata Sagawa com um garfo e faca sobre o que parece ser um par de pernas humanas.

Capa da EP da banda Gnaw Their Thongs, intitulada Issei Sagawa.

O curta-metragem por Olivier Smolders chamado Adoration é baseado na história de Sagawa. O canal de TV Viasat Explorer lançou um documentário de 47 minutos chamado "Cannibal Superstar".Em 2009, Sagawa foi documentado em um History Channel, intitulado "estranhos rituais" discutindo o canibalismo. 

O mesmo se tornou uma figura pública, tão popular quanto controverso.

Obras artísticas de Issei Sagawa.

Obras artísticas de Issei Sagawa.

E com esse (re)post estreio o quadro Mentes Perturbadas, comentem o que vocês acharam desse artigo, caso tenham sugestões, deixem nos comentários, 

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