sexta-feira, 1 de maio de 2020

5 vezes em que o mundo beirou uma guerra nuclear

Imagem ilustrativa representando a magnitude da explosão de uma bomba atômica

O período durante a Guerra Fria fez com que muitos conflitos quase culminassem em uma guerra nuclear.


Confira cinco casos que quase resultaram em uma guerra nuclear.

Alguns chegando a ser absurdos, como confundir a lua com misseis e até mesmo em um caso onde acharam que um urso se tratava de um soldado rival.




Esses casos mostram que a humanidade não está pronta para ter armas com tamanho potencial destrutivo, imagine se uma guerra nuclear tivesse sido iniciada porque algum "gênio" confundiu a lua com misseis.

Bem, não tenho comentários acerca disso, vamos à lista.


1. A LUA JÁ FOI CONFUNDIDA COM MÍSSEIS

Na estação de radar de alerta precoce na cidade de Qaanaaq, na Groenlândia, em 5 de outubro de 1960 começaram a ser detectados dezenas de mísseis que poderiam atingir os Estados Unidos em pouco tempo.

Rapidamente tal informação chegou até o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD), localizada no Colorado, então o pânico instalou-se no QG. No final, eles perceberam que se tratava apenas da lua nascendo no céu, que o radar ingenuamente confundiu com mísseis.

Imagine a reação dos que estavam presentes ao ver do que realmente se tratavam os tais misseis, foi uma situação cômica, mas quase trágica.



 2. UM URSO QUASE AGRAVOU 
A CRISE DOS MÍSSEIS DE CUBA

Durante o período da crise dos mísseis, militares norte-americanos estavam sob constante alerta. No ano de 1962, em 25 de Outubro no Duluth Sector Direction Center, um setor de defesa aérea em Minnesota, um guarda avistou uma figura que se dirigia à instalação.

Assustado com a possibilidade de o invasor ser um sabotador soviético, ele ativou o alarme de sabotagem após atirar contra o "inimigo". 

Muitos pilotos foram preparados para o ataque com armas nucleares em seus aviões F-106A, mas felizmente o ato foi desnecessário, visto que o alarme foi declarado como falso. Para a surpresa (e alívio) dos pilotos, eles acabaram por descobrir que o intruso não passava de um urso.



3. UM SATÉLITE DESCONHECIDO 
EM NOVA JERSEY

Em 28 de outubro do ano de 1962, os operadores em Nova Jersey alertavam para mísseis nucleares soviéticos que estariam em direção à Flórida. 

Isso mobilizou praticamente toda a instalação de defesa que, encurralada, (felizmente) não conseguiu efetuar nenhum tipo de ação. No horário demarcado para o ataque, aproximadamente 09:02 da manhã, nada aconteceu. 

Posteriormente foi revelado que os operadores de radar ficaram confusos pois estavam realizando um teste simulando como seria um lançamento de míssil vindo Cuba. Mas um satélite apareceu inesperadamente no horizonte, fazendo com que eles acreditassem que mísseis estavam vindo para os Estados Unidos.

Nessas horas torna-se evidente o tamanho estrago 
que um mero mal entendido pode causar.



4. A FORÇA AÉREA DOS EUA REAGE 
ENVIANDO CAÇAS NUCLEARES

Em 1962, mais exatamente no dia 27 de outubro, um avião de reconhecimento havia sido enviado para realizar uma missão de amostragem aérea no Polo Norte. No entanto, por um acidente, ele atravessou o espaço aéreo soviético acabando por se perder por cerca de uma hora e meia no céu.

Por consequência, seis caças russos foram mandados para o derrubar. 

Os americanos ficaram preocupados com a possibilidade de perder outro avião do modelo Lockheed U-2, enviando, assim, um F-102 Delta Daggers armado com mísseis nucleares no intento de proteger sua aeronave U-2. 

Tal atitude foi recebida com pavor pelo secretário da Defesa do país, que gritou: "isso significa guerra com a União Soviética!" quando recebeu a notícia.

Os aviões enviados pelos EUA nunca encontraram os MiGs soviéticos, felizmente, apenas escoltando o U-2 de volta para sua terra, evitando assim um possível confronto que culminaria em uma guerra nuclear.



5. UM TREINAMENTO SURPRESA

Na madrugada de 9 de novembro de 1979, computadores da sede do NORAD (Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte) alertavam para milhares de mísseis soviéticos em direção aos EUA gerando um alerta geral.

Todos estavam atentos ao ataque, chegando até ao conselheiro de segurança nacional Zbigniew Brzezinski. Ele, por sua vez, decidiu não falar com o presidente da época, Jimmy Carter, esperando a investida ser confirmada.

Seis minutos passaram-se e os tais satélites informaram que nada de tão relevante (como eles pensavam) estava acontecendo. 

Mais tarde, eles acabaram por descobrir que um técnico acidentalmente pôs uma fita de treinamento nos computadores, simulando esse cenário, lembrando o que aconteceu no terceiro tópico desta lista.


[...]


Agora paremos um pouco para refletir acerca dos fatos históricos expostos acima, imaginem que se por impulsividade ou por uma "atitude defensiva drástica" os ataques não consumados tivessem sido realizados.

Bem, o adversário não deixaria barato e retaliaria o ataque na mesma proporção, se não de maneira mais hostil, resultando em uma guerra nuclear e consequentemente inúmeras mortes e destruição, tudo isso motivo por meros mal entendidos e enormes descuidos.

Isso só comprova, ao meu ver, que o ser humano não está preparado para lidar com algo tão poderoso como a energia nuclear, tamanho o potencial destrutivo que a mesma tem, apesar de trazer também alguns benefícios.


Adaptado por: David Alves Mendes

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