terça-feira, 2 de junho de 2020

Guerra Cibernética: A volta do Anonymous, o caso George Floyd e as informações sobre autoridades e presidentes vazadas

A volta do Anonymous, o caso George Floyd e as informações sobre autoridades e presidentes vazadas

Antes de compartilharem informações sigilosas sobre autoridades e presidentes, a legião Anonymous se pronunciou em um vídeo. 


Passei minutos pensando em qual título colocaria nesse artigo, tamanha a variedade de informações e acontecimentos em um curto período de tempo, vocês já devem saber do que está acontecendo, se não, saberá na íntegra.

No penúltimo post que fiz aqui no blog dentro do quadro Bastidores, falei que, estou tanto em um período de mudança quanto mudando a forma de criar conteúdo, disse que não sabia ao certo quando voltaria a criar conteúdo para o blog, e pelo visto, isso foi mais cedo que eu esperava.

Mas sem delongas, vamos direto ao assunto, meu intuito com esse post é apenas compartilhar de forma transparente informações verídicas.


Nessa virada do mês de maio para junho, mais especificamente na madrugada de 01/06/2020, a legião ciberativista Anonymous divulgou um vídeo em resposta ao assassinato (brutal e covarde) de George Floyd, um cidadão negro dos EUA, pela polícia do país.

Para organizar as informações de modo a ficar claro e detalhado, vamos por partes, primeiro é necessário saber do:



CASO GEORGE FLOYD

Imagem contendo uma foto de George Floyd, e outras duas fotos mostrando o momento de sua morte.

A morte de George Floyd, de 40 anos em Minneapolis, nos EUA, foi filmada e bastante compartilhada nas redes sociais, causando uma indignação mundial resultante em diversos protestos.

Vocês podem assistir ao vídeo completo abaixo, a prova do crime, no mesmo é possível ver dois policiais, um apenas observando enquanto o outro sufoca a vítima com o joelho.

George Floyd afirmou várias vezes que não conseguia respirar, as pessoas no local também avisaram que eles estavam matando o homem.

Não é à toa que em protestos, alguns manifestantes portam catarses com os dizeres: "I can't breath", em português: "Eu não consigo respirar".

Em um depoimento à CNN os familiares de George Floyd pediam justiça, pois segundo suas palavras: ele foi tratado pior que um animal, e infelizmente é verdade, nenhum animal, racional ou não, merece ser tratado dessa forma.


A versão dos agentes dizem descaradamente que o homem morreu após "um incidente médico durante uma operação policial", mas o vídeo aponta o contrário, a não ser que o termo incidente agora signifique homicídio.

Tudo isso aconteceu apenas por conta de uma nota falsa de 20 dólar que George usou em um supermercado no dia 25 de maio, um funcionário percebeu que o dinheiro era falsificado e comunicou a polícia.

Um relatório sobre o caso diz que George Floyd reagiu a prisão, resistindo-se a ser algemado, o que não justificaria o assassinato. Porém hackers invadiram os sistemas de vigilância próximas ao local e divulgaram vídeos provando que George não reagiu, essa evidência mostra claramente que a polícia tentou distorcer os fatos, isso para saírem ilesos, mas não deu certo.


Na fotografia acima vemos Derek Chauvin, de 44 anos, o responsável pela morte de Floyd, o policial foi preso e acusado de homicídio, os outros policiais presentes também foram detidos como cúmplices.



PROTESTOS E  MANIFESTAÇÕES


Fotografia de: Lucas Jackson | Reuters

Hoje, dia 2 de junho de 2020 já estamos no oitavo dia de protestos mundo à fora, não apenas na internet (já chego nesse ponto), como nas ruas, os protestos são conta o racismo e o abuso e autoridade, George Floyd infelizmente virou um mártir e, sua morte, foi o estopim dessa onda, viaturas e delegacias foram incendiadas e toques de recolher decretados.

As manifestações na Austrália, na França e no Reino Unido ganharam maior destaque pela numerosidade de pessoas, em Paris mais de 15 mil pessoas foram para as ruas protestar, assim como a população de ao menos 140 cidades dos EUA, os protestos continuam a acontecer pelo mundo.

Abaixo segue algumas fotografias tiradas durante as manifestações:


Foto: Tannen Maury | EFE-EPA 



 Foto: Shannon Stapleton | Reuters 



Foto: Alba Vigaray | EFE-EPA



Foto: Sylvia Jarrus | Reuters



Foto: Getty Images



Foto: Getty Images



A VOLTA DO ANONYMOUS


Após expor os acontecidos dos últimos dias, finalmente, posso falar sobre os "protestos virtuais", tudo está interligado, o assassinato de George Floyd foi o estopim para todas as manifestações que estão ocorrendo, assim como a volta do Anonymous à ativa.

Fazia um tempo que a legião ativista Anonymous não se pronunciava de uma forma tão intensa e abrangente. Na madrugada do primeiro dia desse mês de Junho, os hackers lançaram um vídeo em resposta às autoridades, rememorando outros casos de brutalidade policial, expondo o histórico abusivo do policial que assassinou George dentre outras coisas.

O Anonymous deixa explícito que não confia em autoridades (polícia e políticos) e que busca justiça acima de tudo, como sempre, sendo transparentes no compartilhamento das informações enquanto mantem o anonimato.

Deixo abaixo o vídeo legendado:


Após publicar o vídeo a legião partiu para a ação, invadindo aparelhos eletrônicos de policiais, políticos, presidentes e até mesmo do vaticano.

O intuito é que a justiça seja feita para o caso George Floyd, porém há muitos outros problemas acontecendo, e como diz o ditado o Anonymous não perdoa. nem esquece, mostrando-nos que "o buraco é bem mais embaixo".

Ao investigar o histórico de Derek Chauvin (o policial que assassinou George) o Anonymous constatou que o mesmo já havia cometido outros assassinatos em serviço, sem falar que recebera diversas queixas de agressividade injustificada.

Durante as manifestações nas ruas, hackers invadiram os rádios das viaturas para evitar que a polícia localizasse e buscasse intervir nos protestos, ironicamente, eles colocaram para tocar nos rádios a música "Fuck The Police", do antigo grupo de rap NWA, música esta que critica a brutalidade policial.

O presidente dos EUA, Donald Trump, também está na mira do Anonymous, os ativistas publicaram uma suposta ação judicial contra Trump, sendo acusado de abuso sexual (inclusive de menores), violência e outras acusações, como sua ligação com Jeffrey Epstein, um financiador americano que foi preso e morreu na cadeia em agosto de 2013, este por sua vez, acusado de diversos crimes relacionados à abuso sexual, principalmente de crianças.

Fotografia de Jeffrey Epstein (à esquerda) e Donald Trump (à direita).

Fotografia de Jeffrey Epstein (à esquerda) e Donald Trump (à direita).

Ainda não há confirmação sobre o envolvimento de Trump com Epstein em relação aos casos de pedofilia, ou se o mesmo realmente cometeu tais abusos, o certo é que muitos boatos dizem que sim, não foi à toa que o Anonymous também, de forma ousada, desafiou a CIA a investigar essas "autoridades".

Há quem diga que Jeffrey Epstein não se suicidou, mas foi assassinado sob encomenda para evitar que o mesmo dedurasse outras "grandes personalidades" envolvidas em escândalos inimagináveis, o que não faltam são teorias, porém isso é assunto para outro artigo.

O Vaticano também sofreu com os ataques, tendo informações nada agradáveis divulgadas, como o fato de acobertarem casos de pedofilia cometidos por sacerdotes, que, na maioria dos casos não são presos, mas enviados para outros conventos para continuarem a realizar suas atividades (e crimes).

Fotografia de Bolsonaro e alguns de seus vazados por hackers.

O Brasil não está fora da lista de ataques, o presidente Jair Bolsonaro, junto de integrantes de seu governo, como seus filhos (também políticos), Eduardo, Carlos e Flávio Bolsonaro, a ministra Damares Alves, e o ministro da educação Abraham Weintraub, tiveram dados pessoais vazados.

Apoiadores de Bolsonaro como Luciano Hang (dono da rede de lojas Havan) e o deputado federal Douglas Garcia também estão na lista de vazamentos.

Foram compartilhados dados como telefones e documentos pessoais, endereços físicos, mensagens e e-mails, informações sobre a renda e gastos do presidente e familiares, dentre outras coisas.

Não há ligação direta do grupo Anonymous com esses ataques, apesar de perfis como o "Anonymous Brasil" assumirem a autoria das invasões. Inclusive esse perfil está publicando vídeos das manifestações por todo o mundo, as mesmas também estão acontecendo em algumas cidades aqui no Brasil.

Logo do Anonymous


Devemos colocar algo em nossas mentes, o Anonymous não trata-se apenas de um "grupo de hackers" como muitos pensam, é algo bem maior que isso, trata-se primordialmente de uma ideia progenitora de diversas células ativistas, não é necessário fazer curso e obter um certificado para fazer parte do Anonymous.

Qualquer pessoa pode ser um ativista do Anonymous, não há uma hierarquia para fazer parte, basta querer e agir, consequentemente, rastrear os responsáveis por tais ataques cibernéticos se torna uma tarefa difícil, já que estão espalhados por todo o mundo, como eles dizem: "somos uma legião".

O certo é que os acontecimentos citados acima ocorreram em uma velocidade impressionante e, as consequências disso vão bem além do que imaginamos, fico triste pelo que aconteceu com George Floyd, infelizmente ele não foi a primeira vítima da brutalidade policial.

Por outro lado, Floyd se tornou um mártir, e nesse momento as pessoas que estão na rua manifestando, em plena quarentena, não se conformaram apenas com o luto, decidindo agir movidos pelo inconformismo.

Deixo aqui minha nota de repúdio ao abuso de autoridade e racismo, proveniente (na maioria dos casos) da covardia policial, assim como meu apoio as manifestações que lutam por direitos humanos, justiça, respeito e liberdade.

Descanse em paz, George Floyd.

Fotografia de George Floyd, luto, descanse em paz.

[Atualização 06/06/2020, às 04:00 da manhã]: Acordei por volta da meia-noite, está quase amanhecendo, e só comecei a trabalhar agora. 

Voltei à este artigo para corrigir alguns erros ortográficos e deixar bem claro, que não sou esquerdista que "passa pano pro Lula" ou direitista que "paga pau para o Bolsonaro". A população está dividida entre essas duas polaridades, esquerda/direita, o muro de Berlim caiu nos anos 80, mas parece que os muros da atualidade são ideológicos, é sobre isso que dissertarei no próximo post.

Foram várias notícias e acontecimentos nesse espaço de 12 dias, relacionados ao assunto comentado acima, não os compartilhei aqui pois estou focado em fazer a mudança que ansiava à tanto, no Mortalha e em outros projetos, , mas tenhamos paciência, verei se faço outras partes desse post para expor as novidades sobre os casos, se achar necessário ou relevante.

Escrito e organizado por: David Alves Mendes

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