quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Hacker invade sistema de "cintos de castidade" e prende pênis de usuários em troca de bitcoins

Hacker prende pênis de usuários do aplicativo Qiui 

Um hacker foi acusado recentemente de "aprisionar o pênis de usuários de cintos de castidade eletrônicos e pedir um dinheiro virtual de resgate para libertar as suas vítimas", segundo uma reportagem feita pelo jornal britânico The Sun. 

Depois de invadir o aplicativo que controla os apetrechos e assumir o controle da máquina, o cracker exigia uma compensação por bitcoin para finalizar o golpe. 

(e liberar o pênis da vítima, ressalto)

Qiui Cellmate é o nome do adereço sexual, considerado “o primeiro aplicativo de controle de castidade eletrônico” e estima-se ser bem popular, utilizado por milhares de pessoas no mundo todo. 

Resumindo, o usuário coloca o pênis dentro de um tubo metálico, o qual pode prender ou libertar a genitália por meio de um anel situado em sua base.


PÊNIS REFÉM DE UM CRACKER - FICA O QUESTIONAMENTO:

O QUÃO A TECNOLOGIA PODE SER SEGURA?!

Hacker prende pênis de usuários do aplicativo Qiui

Imagem promocional do aplicativo Qiui Cell Mate

De acordo com o site Motherboard, diversas pessoas afirmaram terem sido vítimas pelo golpe digital que alternou o sistema de controle dos cintos. Em um dos relatos, um usuário disse ter se comunicado com o cracker, que lhe enviou a seguinte mensagem: “agora o seu pênis é meu”.

O indivíduo, ainda não identificado, tinha como objetivo receber uma compensação financeira equivalente a U$ 750 em criptomoedas para então libertar cada um dos indivíduos com aparelhos danificados. 

Por sorte ou coincidência, nenhuma das vítimas que entrou em contato com o Motherboard disse estar utilizando o dispositivo na hora da invasão.

Como o Qiui Cell Mate funciona - Hacker prende pênis de usuários

Tweet com foto mostrando como o Qiui Cell Mate funciona na prática.

O tal cinto de castidade eletrônico funciona através da tecnologia Bluetooth, o que permite que sua ativação ou desativação possa ocorrer através de um simples toque no celular. Tecnologias como essa são consideradas comuns entre casais interessados por bondage, um fetiche sexual que envolve amarrar, restringir ou - em suma - prender consensualmente seu parceiro sexual.


INVESTIGAÇÕES ACERCA DO CASO

Ainda não se tem o conhecimento certo de quantos usuários da tecnologia foram impactados pelo golpe cibernético, é importante ressaltar que essa não é a primeira vez que a empresa Qiui enfrentou problemas com brechas na segurança. 

Em outubro de 2020, analistas já haviam avaliado e concluído que o sistema dos cintos poderia ser facilmente invadido por criminosos digitais e controlados remotamente.

Sem contar que o aparelho não pode ser desativado manualmente. 

Para que isso aconteça, o usuário precisaria romper o anel que prende a genitália utilizando alguma ferramenta (algo bastante seguro). 

Em resposta para o acidente, a Qiui recomendou aos seus usuários:

 "manter o aplicativo sempre atualizado em sua última versão e sempre utilizar antivírus ou serviços de scan para garantir a segurança dos aparelhos contra algum tipo de malware."

[...]

Ao começar a escrever esse artigo não saia da minha mente a ideia do quão isso é absurdo, sendo até cômico, mas um ato tão absurdo como esse - se pararmos para analisar - evidencia uma coisa séria:

Nada em termos tecnológicos é totalmente seguro!

Por fim, é importante evidenciar também algo que a mídia confunde bastante, os termos hacker e cracker, isso dá um artigo inteiro, mas resumidamente, um hacker é apenas um indivíduo capaz de identificar brechas em um sistema e invadi-lo, não sendo um criminoso.

Já o Cracker é um tipo de hacker que usa seus conhecimentos tecnológicos para aplicar golpes como vimos no caso acima.

Em um artigo futuro disserto mais profundamente sobre ambas terminologias.


Referências: TecMundo e MegaCurioso

Redigido por: @davidalvesmendes

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